Hoje vou indicar um de meus filmes prediletos de um cara que revolucionou a maneira de fazer cinema. Uma obra prima do cinema mudo, Luzes da Cidade.
Título: Luzes da Cidade (City Lights)
Ano: 1931
Gênero: Comédia
Diretor: Charles Chaplin
Elenco: Charles Chaplin, Virginia Cherrill, Florence Lee, Harry Myers.
Bom, antes de mais nada esse é um filme mudo, é a primeira vez que recomendo um filme assim por aqui, já que muita gente não curte muito filmes antigos, ainda mais mudos. Eu particularmente gosto muito de filmes mudos e principalmente filmes de Chaplin. Um dos motivos que estou recomendando esse filme que é todo mundo sabe quem é Charles Chaplin porém nunca viu um filme, dele então acho que uma ótima maneira de se começar é com Luzes da Cidade.
Mais uma vez Chaplin vive o adorável vagabundo de chapéu e bengala. Dessa vez ele impede um milionário bêbado de se matar e esse cara o leva para sua mansão e o considera seu melhor amigo, porém sempre que a bebedeira passa ele esquece completamente quem o vagabundo é e começa a trata-lo bem diferente. Mas essa parte da história é só um background para a história principal, que é quando o vagabundo conhece uma florista cega e se apaixona. A florista esta para ser despejada da casa em que vive com a avó, e o vagabundo faz de tudo para ajuda-la.
Alguns dizem que essa é a primeira comédia romântica do cinema, eu não diria diferente. O filme é bem divertido e também pode emocionar em diversos pontos, principalmente com a relação do vagabundo com a florista. Mesmo não tendo nada ele faz de tudo para ajuda-la e ela nem ao menos sabe quem ele é ou como ele é.
Acho que é padrão nos filmes de Chaplin mostrar a essência da humanidade, seus lados ruins e seus lados mais puros, nesse filme não é diferente. Até que ponto alguém pode ir para ajudar uma pessoa que mal conhece tendo a certeza de que nunca será reconhecido por isso? Diria que isso é algo raro em toda a história da humanidade, porém depois de assistir esse filme você sai com o pensamento de que dentre todas as coisas que nós fazemos uma ou outra pode sim ser algo não destrutivo.
Bom filme!
